Mais de 2 mil mortos na Líbia após passagem de ciclone. País pede ajuda

O Presidente do Conselho Presidencial da Líbia, Mohamed Manfi, apelou esta segunda-feira à comunidade internacional para que forneça ajuda humanitária após a passagem do ciclone Daniel, declarando várias províncias da região noroeste como "zona afetada".
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Manfi referiu que já contactou países como Espanha e Itália para coordenar o seu apoio e as petrolíferas Total (França) e Eni (Itália) comprometeram-se a colocar hoje três aviões à disposição das autoridades de Benghazi.

Esta cidade, a quarta maior do país, com quase 120 mil habitantes, está atualmente isolada por terra após a destruição das suas estradas e pontes devido às chuvas torrenciais, estando também sem eletricidade e sem comunicações.

Duas das suas barragens ruíram esta segunda-feira, libertando um total de 33 milhões de metros cúbicos de água e deixando atrás de si áreas residenciais inteiras, pelo que as autoridades locais criaram um hospital de campanha.

Abdulhamid Debiba, o primeiro-ministro do Governo de Unidade Nacional (GUN) com sede em Tripoli (oeste) prometeu que o Estado vai indemnizar as populações atingidas pelas inundações e decretou três dias de luto nacional pelas vítimas.

O chefe do governo paralelo do leste líbio, Osama Hammad, decretou este domingo e segunda-feira feriado em todas as instituições e escolas públicas, com exceção das forças de segurança, médicos e profissionais essenciais.

Hammad definiu a situação em Derna de catastrófica ao referir-se a “milhares de desaparecidos, bairros inteiros arrasados e levados por um mar com os seus habitantes”.

Mas estes números, de pelo menos 2.000 mortos e até 5.000 desaparecidos só na cidade de Derna, a mais afetada, não foram confirmados por fontes médicas ou serviços de emergência.

O porta-voz do governo do leste tinha adiantado antes a ocorrência de pelo menos 150 mortos devido às inundações.

Segundo o Centro Nacional de Meteorologia líbio, a precipitação ultrapassou os 400 mililitros por hora, um valor que não se registava há quatro décadas.

A missão das Nações Unidas na Líbia (Unsmil) declarou em comunicado que acompanha e perto a situação de emergência e manifestou “disponibilidade para fornecer apoio aos afetados”.

Após ter atingido a Grécia e Turquia nos últimos dias, o ciclone Daniel tornou-se numa tempestade subtropical em 09 de setembro e esperava-se que começasse a enfraquecer sobre a Líbia a partir desta segunda-feira, quando se dirigia para o vizinho Egito, segundo o centro meteorológico regional árabe.

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