Disputa sobre terrenos de Talatona levanta queixa-crime contra ministro do Interior e dirigentes policiais angolanos

Uma disputa de longa data sobre a posse de terrenos em Talatona conheceu agora uma queixa-crime contra, entre outras personalidades, o ministro do Interior angolano Eugénio Laborinho.
Eugenio Laborinho

A queixa foi apresentada pelo advogado Salvador Freire à Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), órgão afecto à Procuradoria-Geral da República (PGR), por crime de omissão, devido aos actos de violência cometidos por supostos agentes da Polícia Nacional mandatados pelo então comandante municipal de Talatona, em Luanda contra camponeses e o dirigente da empresa Konda Marta que disputam a propriedade dessas terras com a Fundação do Lar do Patriota que alberga várias pessoas da elite angolana entre elas alguns generais do exército.

A queixa envolve além de Eugénio Laborinho, Francisco Ribas, comandante provincial da Polícia Nacional de Luanda, Joaquim Osvaldo Dadinho do Rosário, a data dos factos comandante da corporação do Talatona e João Mufuma, comandante da Esquadra de Polícia de Vila Quiaxe.

O director da empresa Konda Marta, que encabeça os camponeses, Tenente Coronel Daniel Neto, disse ter sido várias vezes preso sem qualquer justificação.

“Fiquei seis meses e oito dias sem julgamento, a segunda vez fiquei seis meses no SIC-Luanda também sem julgamento a terceira fiquei quatro meses na Comarca de Viana também o caso não foi a julgamento, isto para além das detenções dos trabalhadores constantemente até idosos de 70 anos”, disse

“Por isso desta vez pedimos ao digno procurador da república no sentido de acompanhar este processo para de facto se cumpra o que o presidente disse aquando da sua tomada de posse ‘ninguém é tão rico que não pode ser punido e ninguém é tão pobre de mais que não pode ser defendido’”, disse.

O advogado Salvador Freire disse por seu turno disse que Neto foi também alvo de “uma tentativa de morte do qual ele conseguiu identificar agentes da policia nacional a mando destas personalidades”.

 

Salvador Freire
Salvador Freire

“Como cidadão está no direito de mover uma acção contra estas pessoas que ele diz que o perseguem”, acrescentou.

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