Foi detido o terceiro suspeito de crimes de branqueamento, burla qualificada e acesso ilegítimo, estando em causa a “obtenção ilícita de um montante superior a um milhão de euros”, após a Polícia Judiciária (PJ) ter desencadeado, durante a manhã desta quinta-feira, uma operação denominada ‘Margem Dupla II’.
“A investigação, iniciada em meados de janeiro de 2024, teve origem na deteção de operadores de suspeitas, resultantes da prática de burlas através do ‘modus operandi’ designado por ‘CEO Fraud’”, lê-se num comunicado enviado às redações.
A PJ dá conta de que a operação, “levada a cabo hoje, surge na sequência da detenção de outros dois suspeitos de coautoria dos mesmos factos, ocorrida em novembro de 2024”, que, na altura, foram também “objeto de comunicado de imprensa por parte desta polícia”.
“Na sequência das diligências efetuadas pela pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da PJ, que conduz a investigação, além da referida detenção, foi ainda possível, em resultado de buscas domiciliárias, apreender equipamentos informáticos e documentação bancária”, lê-se.
O suspeito de 34 anos vai ser presente a primeiro interrogatório de arguido detido para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.