Troféu 5 Violinos ruma a Sevilha. Leão de duas caras tombou em Alvalade

A equipa andaluz levou a melhor no desempate pelas grandes penalidades.

6
0

O Sporting perdeu, este domingo, o Troféu Cinco Violinos para o Sevilla, no desempate pelas grandes penalidades (5-6), após o empate 1-1 que se registou no tempo regulamentar.

Valeram os golos de Corona, para o conjunto andaluz, e de Paulinho, para a turma de Rúben Amorim, já na etapa complementar.

Leão ainda com várias ‘Lamelas’ na vista, mas… tem o ‘Pote de ouro’ do costume

Antes do apito inicial decretado pelo árbitro António Nobre, Alvalade pôde contemplar a beleza auditiva de cinco violinistas, em uníssono, a dar ‘play’ ao ‘Mundo Sabe Que’. O ‘play’ foi algo que o Sporting nunca carregou no decorrer da primeira parte.

Dessintonizado, desgarrado, sem ideias, preso e sem capacidade de decompor a equipa do Sevilla. O conjunto de Julen Lopetegui jogou de ‘cadeirinha’ no decorrer da etapa inicial e o maior ‘plus’ da partida surgia sempre do lado andaluz. Lamela fazia o que queria, Corona idem aspas e apenas Rafa Mir, apesar do arcaboiço invejável, parecia torpe na hora de rematar à baliza de Antonio Adán. 

Sem surpresa, o Sevilla chegou ao golo aos 15 minutos, por Corona, após uma má reposição do guardião espanhol, e que Óliver Torres aproveitou da melhor forma. Logo depois, Rafa Mir teve o segundo golo nos pés, numa jogada em que Ugarte adormeceu na parada. O leão permanecia sem arte nem engenho e nem Trincão, único reforço em campo no ‘onze inicial’, via forma de trincar ideias mais reluzentes para este encontro (Morita viria a ser o segundo reforço de verão a entrar na partida, aos 24 minutos, para o lugar de Ugarte).

No último minuto do tempo regulamentar da primeira parte, o Sporting ainda teve, por duas ocasiões, a hipótese de chegar à igualdade: primeiro foi Carmona a dar o corpo ao manifesto para, logo depois, ser Bono com uma monumental defesa a negar o tento a Nuno Santos.

Na etapa complementar, e com o mesmo ‘onze’ que terminou a primeira parte (o Sporting só mudou mesmo no figurino), o leão entrou com outra raça. E as garras afiadas viram-se logo nos primeiros minutos, com Paulinho, em duas situações, a pôr Alvalade quase em delírio. Depois foi a vez de Pedro Gonçalves e Matheus Reis alvejarem a baliza, mas sem a melhor pontaria.

Pelo meio, tremenda assobiadela para Acuña, ex-jogador do conjunto verde e branco, que, por um par de atitudes menos bonitas, deixou o tribunal de Alvalade a ‘cuspir fogo’ sobre o internacional argentino. A sinfonia de Amorim ganhava acordes cada vez mais bonitos e já aos 75 minutos o ‘maestro’ Pote quase arrombava a baliza de Bono mas, e de forma quase cantada, desperdiçou o empate… de forma escandalosa.

Para depois, novamente dos pés do pequenino Pedro Gonçalves quase florir um golo magistral, mas o remate em arco saiu ligeiramente por cima. Mas, o que tem de ser tem muita força. E tanta vez o leão agarrou a presa que lá teria de a ‘caçar’ mais minuto, menos minuto. E assim foi aos 82 minutos com um passe sublime do menino Pote e Paulinho a descobrir ‘ouro’ na baliza de Dmitrovic.

O jogo seguiu então para as grandes penalidades, onde o Sevilla acabou por sorrir, após Fatawu atirar à barra da baliza de Dmitrovic ao 11.º castigo máximo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

*

code