Ourém. Operacionais querem controlar incêndio em uma ou duas horas

Comandante do CDOS de Santarém informa que existem "duas pequenas frentes ativas".

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Na manhã deste sábado, o Comandante do Centro de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, David Lobato, informou, pelas 9h00, que existem “duas pequenas frentes ativas”, mas que os operacionais contam “na próxima hora, duas horas, tentar dar o incêndio em resolução a não ser que haja alguma situação de reativação”.

Em declarações à CNN, o comandante divulgou que arderam “armazéns, barracões agrícolas e um aviário” e foram deslocadas para a zona de apoio à população 29 pessoas. Contudo estão já de volta às suas habitações, não havendo registo de feridos.

David Lobato salientou que chegaram a estar envolvidos cinco meios aéreos no combate às chamas e destacou que as “preocupações” com possíveis reativações farão com que se mantenha “o mesmo dispositivo pelo menos hoje o dia todo e possivelmente amanhã”.

“Neste momento, os meios que já estão estabelecidos no perímetro do incêndio, em princípio, mais meia hora deverão conseguir debelar a situação”, esclareceu o comandante ao revelar que, porém, será uma “tarde de muito trabalho”. 

Às 8h50, este incêndio mobilizava ainda 722 bombeiros, 225 meios terrestres e três meios aéreos. 

Ontem, a proximidade deste incêndio obrigou à retirada de cerca de 30 pessoas das respetivas habitações, mas arderam apenas “armazéns, barracões agrícolas e um aviário”. David Lobato assegurou também que não se registaram feridos, apenas pessoas que foram assistidas.

A destruição do aviário por este fogo provocou um prejuízo de cerca de um milhão de euros, disse à Lusa fonte da empresa situada em Resouro, na freguesia de Urqueira.

O ministro da Administração Interna anunciou, na sexta-feira, que o território continental vai estar em situação de alerta entre 21 e 23 de agosto devido ao risco de incêndios.

José Luís Carneiro explicou também que a determinação da situação de alerta durante este período pressupõe “especiais limitações quanto ao uso do fogo, ao uso de máquinas e ao uso de trabalhos agrícolas, bem como no que diz respeito ao acesso aos espaços florestais”, sublinhando que a utilização do fogo é apontada como causa em 54% das ocorrências, aos quais se juntam outros 10% de causas diversas.

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