Os novos pobres

Todos os dias chegam às paróquias centenas de novos pedidos de ajuda.

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Todos os dias chegam às paróquias centenas de novos pedidos de ajuda. Famílias sem dinheiro para pagar a água, a luz, a renda de casa. Sem dinheiro para nada. São os novos pobres, os pobres da Covid, que recorrem à Igreja como última esperança. A ajuda não é a melhor, é a possível, porque também as paróquias atravessam grandes dificuldades económicas, algumas estão mesmo insolventes. Ninguém será abandonado, ainda assim, mas, pedem os bispos, “não acabem com as moratórias”, temendo um cenário pior do que se perspetiva.

Mesmo com moratórias, apoios e bazucas, muita gente vai ficar para trás e é preciso encontrar forma de a trazer de volta. A Igreja, as instituições de solidariedade social, as associações de apoio aos carenciados, que tantas vezes substituem o Estado nas suas funções, não serão, desta vez, suficientes para acudir a todos.

Ao longo desta crise, temos assistido a demasiado improviso e desorganização, mas no capítulo da “reconstrução social”, como lhe chama Marcelo, não pode haver a mínima falha. Exige-se, por isso, um plano tão urgente quanto rigoroso, com cabeça, tronco e membros.

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