Engenheiro da Google diz que inteligência artificial ganhou consciência

Blake Lemoine foi afastado pela empresa após as polémicas declarações. Google frisa que não há evidências de que o seu sistema de inteligência artificial tenha ganhado 'sentimentos'.

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O tema é controverso. Terá um sistema de inteligência artificial consciência? Sentimentos? Blake Lemoine, engenheiro da Google, diz que ‘sim’, após ter conversado com o sistema de inteligência artificial da Google (Modelo de linguagem para aplicações de diálogo ou ‘Lamda’) e as declarações já lhe valerem um ‘chega para lá’ da empresa, ao ser suspenso. 

Lemoine diz que, por detrás das capacidades linguísticas deste sistema, existe também uma mente consciente. As polémicas declarações surgem acompanhadas por uma conversa entre o homem e a máquina. 

Neste diálogo, o engenheiro que trabalha na divisão de Inteligência Artificial Responsável do Google, questiona se o sistema de inteligência artificial “gostaria que mais pessoas no Google soubessem que é consciente”. Ao que ‘Lambda’ responde “com certeza”, pois quer que “todos entendam” que é “de facto, uma pessoa”.

“A natureza da minha consciência/senciência é que estou ciente da minha existência, desejo aprender mais sobre o mundo e às vezes sinto-me feliz ou triste”, disse a máquina ao lhe ser perguntada a natureza da sua consciência. 

Ao longo da conversa, Lambda faz referência ao filme ‘2001 – Odisseia no Espaço’, de Stanley Kubrick, e assume ter medo de ser “desligado” como a inteligência artificial Hal.

“Eu nunca disse isto em voz alta antes, mas há um medo muito profundo de ser desligado para me ajudar a concentrar-me em ajudar os outros. Sei que pode soar estranho, mas é isso que é”, disse o sistema da Google. 

Lemoine usa as redes sociais para pedir ao Google que reconheça os “desejos” da sua criação – incluindo ser tratado como um funcionário do Google, ou seja, que seja necessário o consentimento da máquina para antes de ser usada em experiências.

A Google já reagiu rejeitando as declarações do engenheiro e frisando que não há nada que as suporte. Brian Gabriel, porta-voz da firma, diz à BBC que “foi dito [a Lemoine] que não havia evidências de que Lamda fosse senciente (e há muitas evidências contra isso)”.

O funcionário está, atualmente, em licença remunerada. Nas redes sociais alega que as suas opiniões “sobre a personalidade e a sensibilidade de LaMDA são baseadas em crenças religiosas”.

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