As notas do Barcelona-Benfica: E tudo Seferovic podia ter mudado

Um golo falhado de forma inacreditável pelo avançado suíço no último suspiro do jogo fez o Benfica sair com um empate da Catalunha. Resta agora ganhar ao Dínamo Kiev e esperar que o Barcelona não vença na casa do Bayern Munique.

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O Benfica sobreviveu ao dilúvio na Catalunha e alcançou, esta terça-feira, um importante empate em casa do Barcelona, que mantém vivas as hipóteses do encarnados de seguirem para os oitavos de final da Liga dos Campeões.

A equipa lisboeta, que teve no guarda-redes Vlachodimos e no defesa Otamendi os principais responsáveis por esta igualdade, sai de Camp Nou com a sensação de que podia ter conquistado os três pontos na casa de um clube que já venceu a Liga dos Campeões. Não fosse o escandaloso falhanço de Seferovic e estaríamos aqui a contar a história da primeira vitória do Benfica na casa dos blaugrana.

Num jogo com demasiadas oportunidades de golo para terminar em branco, o avançado suíço ainda se deverá estar lamentar pelo remate certeiro que poderia ter virado a história do Benfica nesta fase de grupos. Ainda assim, as perspetivas dos encarnados de seguirem em frente continuam de pé, ainda que a depender fortemente de terceiros para o conseguirem.

À entrada para a sexta e última jornada do Grupo E, o Benfica, que na pior das hipóteses já garantiu a passagem para a Liga Europa, parte com dois pontos atrás do Barcelona, mas com melhores perspetivas do que os espanhóis de seguir em frente. Para que isso se confirme, precisam de uma ‘ajuda’ alemã.

O Barcelona visitará dentro de duas semanas invicto Bayern Munique, que já segue para os oitavos de final como virtual vencedor do grupo, e sabe de antemão que precisa de vencer os germânicos para continuar em prova. Um empate ou derrota na Baviera deixa a porta escancarada para o Benfica, que recebe o já condenado ao último lugar Dínamo Kiev.

São muitas as contas que o Benfica precisa de fazer para a última ronda. Mas tudo poderia ter sido diferente se o recém-entrado Seferovic não tivesse desperdiçado a mais flagrante ocasião para quebrar o nulo, atirando ao lado de uma baliza deserta, depois de ter ultrapassado Ter Stegen.

Mas vamos às notas deste encontro:

A figura

Exibição imperial do capitão Otamendi. Esteve em todo o lado ao longo dos 90 minutos. Somou inúmeros cortes, salvando até jogadas que podiam ter dado em golo dos blaugrana. Anulou por completo Memphis Depay, tirando-lhe uma jogada de golo certo. Assinou ainda um golaço, mas que acabou anulado.

A surpresa

Boa exibição de Demir. Este jovem turco foi uma dor de cabeça para os laterais dos encarnados. Foi um jogador importante no ataque dos blaugrana, sendo mesmo um dos mais desequilibradores. Atirou uma bola à trave.

A desilusão

Pede-se a um avançado que seja frio e certeiro na hora de finalizar, mas Seferovic foi tudo menos isso esta noite. Depois da excelente exibição no duelo contra o Paços de Ferreira, o helvético perdeu a oportunidade de voltar a ser o herói. Foi muito displicente no lance que poderia ter dado uma vitória histórica e decisiva para o clube da Luz.

Treinadores

Xavi Hernández

Parece estar de volta aquele Barcelona que muitas alegrias deu aos adeptos blaugrana na última década. É certo que o treinador está há poucas semanas no cargo, mas já se denota o regresso do Tika-Taka a Camp Nou. Os catalães apresentaram um bom futebol, sempre com enorme posse de bola, mas pecaram apenas na finalização.

Jorge Jesus

Manteve praticamente a mesma equipa que venceu nos últimos dias o Paços de Ferreira, mas deixou no banco Darwin para, tal como o próprio disso, tentar surpreender o adversário. A defesa teve um trabalho impecável, assim como o guarda-redes Vlachodimos. Mas do meio campo para a frente as coisas não funcionaram. As mexidas na segunda parte trouxeram nova energia para os minutos finais, mas a perdida de Seferovic veio mostrar como os homens na frente foram pouco práticos nesta partida.

Arbitragem

Sergei Karasev teve uma boa prestação na Catalunha, mas podia ter feito melhor no lance que terminou com o golo anulado a Otamendi. O defesa-central marcou na sequência de um canto, mas o lance acabaria por não contar, alegadamente por a bola ter saído das quatro linhas. A imagem nunca foi esclarecedora, e o árbitro russo deveria ter consultado as imagens no VAR para tomar uma decisão final.

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