Paulo Portas: Costa está a fazer ameaças

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu que o secretário-geral do PS está a fazer uma ameaça de “eu ou o caos” que deve ser respondida “com maioria estabilidade”, “nem ele, nem o caos”.

“Como pode dizer que é uma referência de estabilidade quem já garantiu que vota contra um Orçamento que não conhece e bloqueia o programa do governo que os portugueses escolheram. Esse excesso, esse radicalismo, essa ameaça do ‘eu ou o caos’ deve ter uma só resposta: nem ele, nem o caos, maioria e estabilidade”, afirmou Paulo Portas, referindo-se a António Costa.

Num comício no Porto, o líder centrista argumentou também que “não contente com a ameaça de instabilidade, este PS, muito diferente da tradição do socialismo democrático em Portugal, em desespero começa a insinuar que quer organizar uma frente radical para a gestão do país”, desafiando Costa a esclarecer se o seu plano B para governar sem maioria é governar com o PCP ou o BE.

“Com quem governaria? Com o BE? Com o PCP? Que consequências teriam essas alianças na relação de Portugal com o euro ou com a Europa? (…) Que impactos teriam tais alianças na nossa economia? Connosco os portugueses sabem quem governa, com o PS não fazem ideia a quem eles entregarão o governo do país”, defendeu.

O também vice-primeiro-ministro reiterou que a eleição “não é entre a esquerda e a direita, é entre o passado e o futuro” e “não é entre socialismo, social-democracia ou democracia-cristã, é entre recuar e avançar”.

No comício na praça D. João I começaram por intervir o cabeça de lista da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) pelo Porto, José Pedro Aguiar-Branco, e o primeiro candidato do CDS-PP na mesma lista, Luís Pedro Mota Soares.

Mota Soares afirmou que António Costa “vai ser um mau líder da oposição” e insistiu para que explique até ao fim da campanha em que consiste o plano B, que, segundo o também ministro da Solidariedade é “da criação de um governo com comunistas, trotskistas, de extrema-esquerda”, que seria “contra as empresas, contra a economia e a inclusão social”.

Aguiar-Branco defendeu, por seu turno, que a coligação venceu “o maior desafio do Portugal democrático” e deu “uma lição ao mundo e a todos os deprimentes profetas da desgraça”.

Fonte: Bomdia




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