Kerry espera chegar a um acordo com Rússia sobre Síria até posse de Trump

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, continua se esforçando para chegar a um acordo com Rússia sobre Aleppo mesmo tendo pouco tempo até sua saída do cargo, escreve Washington Post, citando os representantes do Departamento de Estado.

“Prestes a sair do cargo de secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry faz de tudo, até mesmo através de canais diplomáticos, para chegar a um acordo com a Rússia a fim de dar um basta no cerco de Aleppo”, de acordo com o jornal Washington Post.

Segundo o jornal, os esforços são percebidos através das ligações telefônicas para o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, feitas duas vezes por semana, e também após o recente encontro dos diplomatas no âmbito da cúpula da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) no Peru.

De acordo com o jornal Washington Post, Kerry receia que, depois da posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, aumentem as chances de Washington chegar a um acordo com Moscou que resulte no “apoio imediato” de Assad por Washington.

O assessor do presidente da Rússia, Yuri Ushakov, afirmou que John Kerry se empenha ativamente para solucionar o conflito na Síria. O secretário de Estado dos Estados Unidos da América e o chefe da Chancelaria russa nunca tinham realizado contatos com tanta frequência sobre o respectivo assunto, acrescenta.

Nos últimos meses, a situação em Aleppo se agravou extremamente; na cidade e nos arredores estão ocorrendo sérias batalhas. Os terroristas detiveram 200 a 300 mil civis nos bairros do leste, eliminando todas as chances de eles escaparem pelos corredores humanitários, controlados pelo exército.

Conforme os últimos dados do Centro de Reconciliação russo, as tropas sírias libertaram, no domingo (27), oito bairros na zona leste de Aleppo, resultando na libertação de 2,5 mil reféns das mãos dos terroristas.

Administração de Donald Trump iniciará seus trabalhos logo após a tomada de posse do presidente eleito, prevista para o dia 20 de janeiro.

Fonte: Sputnik




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