AUTÁRQUICAS/ABRANTES | BLOCO DE ESQUERDA CONCORRE A CINCO FREGUESIAS

O Bloco de Esquerda de Abrantes vai concorrer a cinco das 13 freguesias do concelho de Abrantes, revelou o candidato à Câmara, Armindo Silveira, durante a sessão de apresentação de candidatos no dia 25 na Praça Barão da Batalha, onde a principal convidada foi a líder nacional do partido, Catarina Martins.
Um a um foram apresentados os candidatos aos vários órgãos autárquicos e às Juntas de Freguesia. Para a Câmara concorre Armindo Silveira, conhecido ambientalista do movimento ProTejo, membro da Assembleia Municipal desde 2013, comercial, de 52 anos e residente em S. Facundo. O ativista coordena o grupo do ambiente na coordenadora distrital do BE e é dirigente do partido em Abrantes.

O candidato à Assembleia Municipal de Abrantes é Pedro Grave, autarca que pertence à assembleia da União de freguesias de Abrantes e Alferrarede.
Para a União de Freguesia de Alvega e Concavada, Manuel Moreira Gil é o cabeça de lista. A liderar a lista para Rio de Moinhos está Isabel Maria Flor, em São Facundo e Vale das Mós é Joana Filipa Pascoal a candidata. Para a União de Freguesias de S. Miguel de Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, o candidato é Paulo Jorge Cruz e para a freguesia urbana, Abrantes e Alferrarede, o BE apresenta Miguel Alexandre Moreira como cabeça de lista.

O mandatário da candidatura é José António da Silva, do CRIA – Centro de Reabilitação e Integração de Abrantes, ausente na sessão.

BE denuncia “atentados ambientais”

Na sua intervenção, o candidato à Câmara, Armindo Silveira, apontou quatro linhas prioritárias para a sua candidatura: ambiente, saúde, responsabilidade e mobilidade.

No que respeita ao tema ambiente, o candidato voltou a denunciar “atentados ambientais” como a lixeira a céu aberto na margem do rio Tejo, a ETAR dos Carochos, o aterro sanitário intermunicipal de Abrantes, a poluição no rio Tejo e o abatimento na zona norte do parque industrial de Abrantes, entre outros. Isto para acusar os “sucessivos e atual Executivos de Abrantes” de terem “uma consciência ambiental muito frágil”.
A sessão de apresentados dos candidatos do Bloco aconteceu no dia em que chegaram a Abrantes os participantes da Ecomarcha, uma iniciativa ambiental que une povos de Portugal e Espanha e que percorre todos os concelhos ribeirinhos do Tejo.

Ainda na temática do ambiente, Armindo Silveira referiu-se à poluição do rio Tejo e ao perigo da central nuclear de Almaraz, assunto que o BE colocou na agenda política nacional e ibérica, sublinhou o candidato.

Num dia em que alguns concelhos vizinhos eram fustigados pelos incêndios, o tema dos eucaliptos e do ordenamento arbóreo foi abordado por Armindo Silveira, que criticou a Câmara por dar pareceres positivos a pedidos de reflorestação com eucaliptos.

No campo da saúde, o BE defende a remodelação das urgências no hospital de Abrantes e que esta unidade seja dotada de novas valências para rentabilizar os espaços existentes. O cabeça de lista lembrou a denúncia que o Bloco fez sobre “o caos nas urgências do hospital de Abrantes” depois da reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Neste ponto, abordou ainda o “problema da falta de médicos nas aldeias” que a Unidade de Saúde Familiar não veio resolver.
Armindo Silveira manifestou-se contra a demolição do antigo mercado diário anunciada pela Presidente da Câmara e defendeu a reavaliação de todo o projeto para a zona. Propõe também “a suspensão do processo de intervenção no antigo colégio de Fátima para reavaliação da necessidade de mais uma escola em Abrantes”.

“Resolver os problemas detetados no açude insuflável, pressionar para que sejam resolvidas as ilegalidades no aterro sanitário, completar a rede de saneamento básico, pressionar para que os poluidores no rio sejam responsabilizados e que a central nuclear de Almaraz seja encerrada, lutar para que os médicos regressem às aldeias, ouvir as minorias e eliminar a tensão existente”, foram alguns dos objetivos apontados para a candidatura.

“O Bloco não concorre para fazer número mas para alterar a forma de fazer política em Abrantes e em Portugal”, afirmou Armindo Silveira antes de apresentar a sua equipa que “tem capacidade para desempenhar as funções inerentes nas diversas áreas” e “reúne condições para poder governar no dia a seguir às eleições”.

Pedro Grave, candidato à Assembleia Municipal, destacou a importância e o papel que tem este órgão de quem espera maior exigência. Considerou a candidatura do Bloco “necessária e útil” e exemplificou como os pequenos partidos podem ter um papel crucial nas decisões políticas.

A fechar a sessão interveio a coordenadora nacional do Bloco. Catarina Martins pegou no tema do dia na região, os incêndios, para criticar e lamentar a tentação de instrumentalizar politicamente o assunto.

Defendeu a necessidade de ter os meios necessários no terreno, quer para combate às chamas quer no apoio às populações afetadas, e de corrigir os erros detetados este verão na proteção civil, preparando os meios para que os problemas não se repitam. Num âmbito mais vasto insistiu no tema do reordenamento florestal de modo a “parar a mancha contínua dos eucaliptos e pinheiros”. Limpeza dos terrenos, regresso dos guardas florestais e duplicação do número de sapadores florestais foram algumas das propostas apresentadas.

Catarina Martins preconiza uma mudança no poder autárquico de modo a ganhar “maior credibilidade”.

“Menos medo, mais exigência faz uma democracia mais forte”, afirmou acrescentando que “precisamos de novas soluções para os velhos problemas”.
Elogiou o candidato Armindo Silveira sobretudo pelo trabalho que tem desenvolvido na área de defesa do ambiente com destaque para o rio Tejo.

A líder do Bloco aproveitou a oportunidade para abordar problemas de âmbito nacional como as pensões, o salário mínimo, o desemprego, a saúde e a educação.

Fonte:MEDIOTEJO




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